<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-14434871</id><updated>2011-04-21T20:04:35.460-03:00</updated><title type='text'>¤ NAPOLEÃO DINAMITE ¤</title><subtitle type='html'>[everyday I write the book]</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://napoleaodinamite.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14434871/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napoleaodinamite.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Napoleão Dinamite</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10600365065927512706</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>8</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14434871.post-113503816507872593</id><published>2005-12-19T22:21:00.000-02:00</published><updated>2005-12-19T22:26:15.210-02:00</updated><title type='text'>NAPOLEÃO DINAMITE - de novo! - NA FESTA DA LABPOP</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1546/532/1600/dj1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1546/532/320/dj1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;As festas de fim de ano te deixam deprimido?&lt;br /&gt;A cidade parece mais vazia do que o costume?&lt;br /&gt;2005 foi um ano ruim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exorcize seus fantasmas com &lt;strong&gt;Napoleão Dinamite&lt;/strong&gt; na&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Festa da Revista Laboratório Pop&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(ou você tem coisa melhor pra fazer na última semana do ano?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando? :: dia 27 de dezembro&lt;br /&gt;Onde? :: no Teatro Odisséia (Av. Mem de Sá, 66 – Lapa)&lt;br /&gt;Quanto isso vai me custar? :: R$ 15 na cara-dura, R$ 12 com filipeta do Odisséia e apenas &lt;strong&gt;R$ 10&lt;/strong&gt; na lista amiga (é só mandar um e-mail pra fernandamarques@laboratoriopop.com.br)&lt;br /&gt;Comparsas :: as bandas Cinzel, Cabelo Veludo (!), The feitos, Eletro e Seu Cuca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venha dar um glorioso pé-na-bunda no ano de 2005 ao som do bom e velho rock and roll. De Arcade Fire a Yo la tengo. Do punk ao pós-punk. Do glam ao britpop. Do Canadá à Inglaterra com escalas até em Portugal (!). Guitarras e loops. Hits e b-sides. Se bobear, rola até “Noite feliz”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Músicas a la carte: faça seu pedido pelo Orkut ou pelo blog de Napoleão Dinamite (&lt;a href="http://napoleaodinamite.blogspot.com/"&gt;http://napoleaodinamite.blogspot.com/&lt;/a&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14434871-113503816507872593?l=napoleaodinamite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napoleaodinamite.blogspot.com/feeds/113503816507872593/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14434871&amp;postID=113503816507872593&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14434871/posts/default/113503816507872593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14434871/posts/default/113503816507872593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napoleaodinamite.blogspot.com/2005/12/napoleo-dinamite-de-novo-na-festa-da.html' title='NAPOLEÃO DINAMITE - de novo! - NA FESTA DA LABPOP'/><author><name>Napoleão Dinamite</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10600365065927512706</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14434871.post-113208242287695968</id><published>2005-11-15T17:02:00.000-02:00</published><updated>2005-11-15T17:28:15.420-02:00</updated><title type='text'>"Take a sad song and make it better"</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1546/532/1600/etown.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1546/532/320/etown.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Desnecessário me perder em longas elocubrações sobre o papel que os filmes do Cameron Crowe desempenham na minha vida. Suponho que você está lendo o presente texto ou porque "freqüenta" este blog inoperante com certa regularidade, ou então porque recebeu o tradicional spam-de-novos-posts de Napoleão Dinamite, mas independente de qual for a sua resposta, o fato de você estar lendo esse texto significa que, na pior das hipóteses, você me conhece minimamente, ou na melhor das hipóteses, pode ser uma dos meus melhores amigos. Conhecendo-me minimamente ou sendo meu melhor amigo, você deve saber que eu sou fã do Cameron Crowe. Rememorando minhas primeiras conversas com algumas pessoas – sejam elas "melhores amigos", "conhecidos eventuais", "colegas em estágio intermediário" ou mesmo "desconhecidos que sumiram na poeira do tempo" – descobri que, em 90% dos casos, meu discurso de apresentação era quase sempre composto por "Oi, meu nome é Tiago" e qualquer coisa relacionada a "Quase famosos" ou "Cameron Crowe", grotescamente inserida no meio do referido texto. Portanto, é desnecessário me perder em longas elocubrações etc.&lt;br /&gt;Ainda assim, não custa nada reforçar alguns pontos: "Quase famosos" é meu filme favorito, foi o tema da minha monografia de graduação, já foi visto por este que vos escreve cerca de 15 vezes (duas no cinema e o resto em vídeo ou DVD – o que inclui uma sessão no CCBB, três vistas à versão integral de 160 minutos [destas três visitas, uma foi à versão integral com comentários do Cameron Crowe, sem legendas] e aproximadamente oito ou nove exibições da versão tradicional que passou nos cinemas); coleciono todo e qualquer material relacionado ao filme, desde o pôster (que decora a parede em frente ao meu computador) até a trilha sonora (óbvio!), passando por recortes de jornal e matérias de revista (artigos que, picaretamente, utilizei com fins "acadêmicos" na monografia); comprei o DVD do filme antes mesmo de ter o aparelho; tenho o roteiro do filme salvo no computador e, sim, eu já me dei ao trabalho de relê-lo pra comparar o que havia mudado em relação à versão final do filme, o que me leva ao último ponto deste já exaustiva explanação, que é o fato de eu ser capaz de recitar vários diálogos do filme de cor.&lt;br /&gt;"Vanilla sky", ainda que num primeiro momento não tenha me causado o mesmo impacto, foi se tornando um filme muito querido com o passar do tempo (e sucessivas novas exibições): do "Vanilla..." eu tenho a trilha (em vários pontos, superior à de "Quase famosos", posto que mais variada – meu gosto ainda superficial por música eletrônica, de certa forma, começou ali) o pôster, o DVD, e num momento de encruzilhada da minha vida, confesso que tomei uma decisão inspirado tanto pela cena final do filme quanto por determinadas coisas que o Crowe menciona durante a faixa de comentário – aquele papo de aceitar o amargo e o doce da vida, e ter orgulho de ser quem você é a partir das referências que te tornam singular.&lt;br /&gt;"Vida de solteiro" e "Jerry Maguire" são os menos marcantes – deste, guardo boas lembranças da trilha e de uma ou outra seqüência (Tom Cruise voltando de carro após mais um fracasso [fiasco?] e sofrendo uma catarse radiofônica ao som de "Free fallin’", do Tom Petty; o personagem do Todd "High fidelity" Louiso recomendando a fita do Miles Davis pro Tom Cruise conquistar a personagem da Renée Zelwegger; "Take me to the zoo!" e "Secret garden", linda, linda, do Bruce Springsteen); daquele, o início tardio da minha simpatia pelo grunge. "Digam o que quiserem" é o menos cotado não por má vontade da minha parte, mas sim pelo fato de só ter visto esse filme outro dia, dublado na Globo, e com a imagem dando interferência a toda hora – ainda assim, "A pen? I gave her my heart and she gave me a pen!" e John Cusack tocando "In your eyes" pra Ione Skye são dignas de qualquer antologia. "Picardias estudantis" (um dos títulos nacionais mais medonhos já dados a um filme aqui no Brasil) é meio bobinho, mas também, é o primeiro roteiro do cara, e foi rodado numa época em que filmes desse gênero acabavam sendo meio bobinhos por força das circunstâncias. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Outro dia, durante uma evento "acadêmico" na PUC no qual eu estava apresentando o meu já tradicional rame-rame sobre fãs, um dos companheiros da mesa resolveu me perguntar de quem eu era fã, afinal. Olhei pra minha bota estilosa azul-e-preta, que continuará imobilizando meu tornozelo torcido por pelo menos duas semanas, e saquei da memória duas histórias relacionadas ao episódio-fratura: a primeira tem a ver com o show do Elvis Costello no TIM Festival, antes do qual eu torci o pé, durante o qual eu pulei feito um cabrito alucinado e depois do qual me dei conta da merda que havia feito – acho que isso se configura como uma atitude de fã, certo? Eu tenho quase certeza que sim, ainda que minha admiração pelo Costello se restrinja à apreciação que faço das músicas dele. Não fiz, e nem faço, a menor questão de chegar mais perto dele, entrar no camarim, dizer aquelas coisas maravilhosamente boçais que a maioria dos fãs dizem diante do ídolo, e por aí vai.&lt;br /&gt;A segunda história tem a ver com a estréia nacional do novo filme do Cameron Crowe, na sexta-feira dia 4 de novembro, quando eu ainda estava com o gesso e, portanto, impossibilitado de andar e pisar no chão com o pé fraturado: eu saí de Anchieta, peguei trem+metrô, saltando com as muletas pela rua, pra chegar em Botafogo e ver o "Elizabethtown" no dia da estréia. Fui infantil e imaturo? Como sempre. Poderia ter agravado a torção? Certamente que sim. Accidents will happen, já dizia Mr. Costello na canção homônima. Mas eu fui. E não me arrependo nem um pouco, assim como não me arrependo de ter ido pro TIM Festival mesmo com o pé machucado, porque sei que estaria me sentindo muito pior se tivesse procurado apoio médico imediatamente (e perdido o show) ou ficado em casa e deixado pra ver o filme outro dia. Aliás, "arrependimento" é uma palavra que a gente devia, progressivamente, eliminar do dicionário. Por pior que tenha sido, sempre foi melhor do que se não tivesse sido. E se não fosse desse jeito, seria de outro. Certo? Tenho quase certeza que sim.&lt;br /&gt;E de mais a mais: eu acompanhava a produção desse filme desde o ano passado (quando cogitei a possibilidade remotíssima de descolar uma entrevista por e-mail com o Crowe, a propósito da monografia, no ano passado, ele estava começando a rodar o "E-town"). Ao ser inicialmente incluído na programação do último Festival do Rio, eu quase enlouqueci (principalmente porque o Crowe podia dar as caras aqui no Rio pra presenciar o lançamento, e caso essa sessão efetivamente acontecesse, eu seria capaz de vender a minha mãe pra conseguir o ingresso e madrugar na fila pra pegar um bom lugar), até descobrir que a exibição tinha sido cancelada e a estréia, remarcada para 21 de outubro (primeiro) e 4 de novembro, data em que o filme, finalmente, estreou.&lt;br /&gt;Dizer essas coisas, em nenhuma medida, justifica a minha demência. Nem é a minha intenção aqui cobrar a compreensão alheia. Ate consigo imaginar alguém dando sorrisos cínicos aí do outro lado da tela, senão gargalhando da minha estupidez. Mas o fato é que, toda vez que eu tento descrever em palavras a sensação que tive ao descer as escadas do Cinemark naquela sexta-feira, depois de ter superado a distância e a dificuldade de locomoção só pra "ver um filme bobo", as palavras me escapam. A história do filme, a minha história, a minha jornada até o cinema e a jornada do personagem, estava tudo misturado na minha cabeça.&lt;br /&gt;O Cameron Crowe está para o cinema assim como o Elvis Costello para a música pop, e eu peço encarecidamente que vocês acompanhem o meu raciocínio até o final, antes de descartar a minha hipótese aparentemente implausível com um "bleh" de desprezo e ironia. Ambos contam com o entusiasmo de um público relativamente pequeno (em comparação com os U2s e Spielbergs da vida), ainda que fiel. Ambos se tornaram populares, no Brasil, graças a seus trabalhos menos inspirados (o cover de "She" – que apesar dos pesares, é um belo cover, pena que não faça justiça, musicalmente falando, à obra precedente do cara, o que faz 90% das pessoas acharem que toda e qualquer música do Costello vai ser igual à "She" – e "Jerry Maguire"). As músicas de um e os filmes do outro lançam uma nova luz ao onipresente tema dos relacionamentos humanos, principalmente amorosos, seja compondo canções pop de três minutos que fogem tanto da fórmula "you’re my blue sky, you’re my sunny day" quanto da desolação total de um Smiths, seja reinventando a comédia romântica hollywoodiana, misturando o cinismo de um Billy Wilder e o otimismo de um Frank Capra com doses indispensáveis de rock and roll e referências pop. Quem já viu "Elizabethtown" sabe do que eu estou falando: não é qualquer roteirista/diretor que transforma a personagem da Kirsten Dunst em um ser humano absolutamente adorável e apaixonante, ou concebe um happy end daqueles sem parecer cafona ou implausível.&lt;br /&gt;Fora que o amor (esta esfinge), nos filmes do Crowe, jamais é apresentado como a salvação dos problemas ou a finalidade do protagonista: o amor é sempre o meio, a lente através da qual o personagem principal passa a enxergar a si próprio e então tomar o impulso necessário para sair do buraco. E quando eu falo em amor, não me refiro apenas ao amor homem-mulher, mas também a outras modalidades de amor: "Jerry Maguire" é uma história de amor entre dois caras (o personagem do Cruise e do Gooding Jr.), envolvendo confiança, amizade e dedicação (se isso não for amor, então já não sei mais o que essa maldita palavrinha vem a significar...); "Quase famosos", além de ser uma declaração de amor à musica, é também uma declaração de amor do Crowe à sua mãe, Alice, que volta e meia faz pontas nos seus filmes; finalmente, "Elizabethtown", além de ser um filme sobre a redescoberta do amor-próprio, é também uma declaração de amor algo tardia do Crowe ao pai já falecido – sendo que o tema do pai ausente ou (oni)presente sob a forma de memória também já se fazia perceber em "Quase famosos" e "Vanilla sky".&lt;br /&gt;Quer dizer, existe uma certa coerência na filmografia do cara, e isso é inegável. Coerência esta que, por sua vez, se reflete em seu estilo de roteiro e direção e na sua maneira de conduzir a narrativa. Planos recorrentes (do observador que vê o mundo passar pela janela do carro ou do ônibus, por exemplo – e "E-town", por ser um filme-de-estrada, é rico em planos dessa natureza), ambientes institucionais opressivos (a redação da Rolling Stone, a empresa de sapatos de Drew, o escritório de David Aames em "Vanilla sky"), o personagem perdido que precisa se redescobrir e, finalmente, uma desconstrução algo carinhosa do núcleo familiar padrão.&lt;br /&gt;"Elizabethtown" é um road movie, e eu sou apaixonado por qualquer filme ou música que se passe na estrada ou faça referência a esse universo. Daí a importância do repertório alt-country da trilha sonora do "E-town", porque as músicas escolhidas traduzem perfeitamente o espírito da jornada do protagonista. E ainda têm o mérito de revelar nomes até então desconhecidos aqui no Brasil, ao contrário das trilhas de "Quase famosos" e "Vanilla sky", em que a presença de medalhões da música pop era mais evidente. Tirando a "My father’s gun" do Elton John (ainda assim, uma das músicas menos conhecidas dele), que, aliás, produz na tela um efeito emocional tão potente quanto "Tiny dancer" em "Quase famosos" (e eu fico com os olhos cheios d’água em ambas as cenas) e duas canções do Tom Petty (um camarada que é menos conhecido aqui no Brasil do que deveria – "Square one", que toca na cena em que o Drew dança sozinho no meio da floresta, quase no finalzinho do filme, é linda toda a vida), o resto da trilha é constituído por ilustres desconhecidos. Como o CD ainda não foi lançado no Brasil, e eu tenho quase certeza que isso não acontece tão cedo, se é que vai acontecer um dia, vale a pena baixar "Jesus was a crossmaker" (The Hollies), que toca logo na primeira cena; "This time around" (Helen Stellar), quer rola nas cenas de flashback entre Drew e Mitch; a divertida e dylanesca "Let it out (let it all hang out)" (The Hombres) e "Same in any language" (I nine), ainda que a versão que toca no meio do filme seja muito superior à que consta no CD. Só ficou faltando alguma coisa da Joni Mitchell, que poderia ser qualquer faixa do disco "Blue", ou "Big yellow taxi", aquela dos versos "Don’t it always seem to go/ that you don’t know what you’ve got till it’s gone/ they’ve paved paradise/ and put up a parking lot". E "Free bird", na versão do Rockus, devidamente incluída como faixa-bônus no CD oficial da trilha, por que não?&lt;br /&gt;Às vezes você precisa de situações-limite pra perceber determinadas coisas de maneira mais cristalina. Tem sido assim desde janeiro último, quando meu avô foi parar no hospital e eu fiquei lá com ele durante as madrugadas; desde junho e julho, quando em virtude das mais sortidas infecções e moléstias, eu praticamente não saía da cama; desde setembro, quando finalmente as coisas aqui em casa se estabilizaram e aí foi a vez do meu pai ser operado; finalmente, desde o dia 23 de outubro, quando a impossibilidade de locomoção me fez enxergar de outra forma a dádiva que é você poder andar. Como vocês devem ter percebido, já tive anos bem melhores do que este de 2005. "Elizabethtown" representou, então, a minha redenção. Mais uma vez, e espero que esta não tenha sido a última, um filme do Cameron Crowe me fez enxergar uma possibilidade luminosa à frente. Sob essa perspectiva, os filmes dele funcionam como uma espécie de auto-ajuda, mas não essa auto-ajuda babaca que a gente vê por aí, aquela em que alguém investido de uma suposta autoridade vem te dizer o que você deve fazer, mas sim algo mais ou menos parecido com o que o crítico do JB disse sobre o filme (um dos poucos, aliás, que se dispôs a enxergar além da superfície e do que a crítica lá-de-fora já havia evacuado): que você (assim como o protagonista do "E-town") só pode ser capaz de amar alguém (e o mundo, por extensão) quando aprende a amar os defeitos e as virtudes que fazem de você uma pessoa única. Então não é que os filmes do Crowe me transmitam uma mensagem positiva, no sentido Disney da expressão: eles me despertam o ímpeto de enxergar o mundo (a minha identidade, as minhas escolhas, os meus erros) sob outra perspectiva. Uma perspectiva que me faz acreditar que é possível rir dos próprios fracassos e seguir adiante na certeza de que a vida faz algum sentido, ainda que ele seja quase sempre estranho e incompreensível.&lt;br /&gt;Como de costume, falei mais a meu respeito do que sobre o filme propriamente dito. Se bem que eu posso usar a batida desculpa do "essa era mesmo a minha intenção, afinal o que eu quero é que vocês vejam o filme o quanto antes" e sair pela tangente. Pois bem, essa era mesmo a minha intenção. Não têm filmes que eles dizem "ame ou odeie, mas não deixe de ver"? Este é um deles.&lt;br /&gt;E boa viagem.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14434871-113208242287695968?l=napoleaodinamite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napoleaodinamite.blogspot.com/feeds/113208242287695968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14434871&amp;postID=113208242287695968&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14434871/posts/default/113208242287695968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14434871/posts/default/113208242287695968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napoleaodinamite.blogspot.com/2005/11/take-sad-song-and-make-it-better.html' title='&quot;Take a sad song and make it better&quot;'/><author><name>Napoleão Dinamite</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10600365065927512706</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14434871.post-113193133775805270</id><published>2005-11-13T23:17:00.000-02:00</published><updated>2005-11-13T23:22:17.773-02:00</updated><title type='text'>"Digam o que quiserem" ou "Prelúdio para a transmissão de uma experiência"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O Moby tem uma música, chamada "Why does my heart feel so bad?", que apesar da melodia algo opressiva e da letra tristonha (basicamente, uma repetição interminável do verso-título da canção, ao longo de quatro minutos e pouco), faz com que eu me sinta estranhamente feliz. Não dá pra explicar, e é até bom que vocês não me peçam pra fazer isso, porque eu não tenho a menor idéia de por onde começar. Mas é só o verso "Why does my heart feel so bad?" começar a ser repetido pra que eu sinta vontade de levantar do sofá e sair dançando pela rua, de olhos fechados e jogando as mãos para o céu, mais ou menos que nem naquela cena do "Billy Elliot", quando o menino sai bailando pelas ruas da cidade ao som de "Town called malice", outra música que me desperta sentimentos semelhantes, aliás, mas essa história, se não me engano, já foi contada em ocasião mais oportuna, então melhor deixar pra lá.&lt;br /&gt;Enfim. O fato é que essa minha relação algo particular com a música do Moby desperta a desconfiança de algumas pessoas, que simplesmente não entendem como é que uma música essencialmente triste consegue me deixar espiritualmente tão elevado – e se vocês levarem em consideração que essa última frase saiu da boca de um cético, então é recomendável não duvidar do caráter autêntico da expressão "espiritualmente elevado". Eu quero dizer "espiritualmente elevado" mesmo. Não é brincadeira. Certas músicas e filmes fazem até o mais agnóstico dos mortais considerar a possibilidade de existir um lugar bacana pra onde a gente vá depois de bater as botas. Desde que nesse lugar haja música em abundância, bem, eu acho que não me incomodo de ter o meu ceticismo desconstruído de forma tão absoluta. Mas enfim, de novo, eu rodeio, rodeio e não chego no ponto em que pretendo chegar.&lt;br /&gt;A questão é: como é que você convence uma pessoa de que determinada música (supostamente) triste pode ser capaz de transmitir sentimentos positivos de elevação, alegria, transcendência? O mesmo se aplica, eu acho, pra músicas (supostamente) alegres que transmitam tristeza e melancolia. Ou para qualquer circunstância em que você pretenda convencer alguém da validade dos seus argumentos ou opiniões sobre determinada música, filme, quadro ou marca de biscoito recheado. Entre acreditar piamente em determinada coisa e conseguir convencer outra pessoa disso (ou, na melhor das hipóteses, apenas legitimar a sua opinião perante o resto do mundo), eu acredito que existe um abismo praticamente intransponível.&lt;br /&gt;É que, no fundo, todas as pessoas emitem julgamentos baseados naquilo que elas acreditam, em suas opiniões pessoais. Algumas, por força das circunstâncias, pela posição que ocupam em determinada hierarquia, ou simplesmente por falarem mais alto (ou estarem mais propensas a serem ouvidas, o que em última instância dá no mesmo), conseguem legitimar suas opiniões mais facilmente do que outras. Uma outra estratégia consistente, que vem funcionando ao longo dos últimos séculos, é cercar suas opiniões pessoais e idiossincráticas de argumentos supostamente técnicos, objetivos e científicos – ou de estatísticas, estatísticas sempre causam uma boa impressão. Aí você institui, por exemplo, que "Cidadão Kane" é o melhor filme de todos os tempos. Ou que Fellini é genial. Você cria todo um sistema de valores e hierarquias, que pelo poder que você tem, ou pela legitimidade dos seus argumentos, estabelece quais são os melhores filmes, as melhores músicas, os melhores quadros, as mulheres e homens mais bonitos do século ou o rótulo de cerveja mais criativo. Obras de arte encarceradas num panteão inviolável e alheias a qualquer forma de crítica. Cinema pipoca e filmes-cabeça. Alta literatura e romance-de-banca-de-jornal. Música erudita e música pop. Broadway e Tchekov. O sujeito faz duas listas de "filmes favoritos": uma pra causar boa impressão no trabalho e outra pra revelar depois de bêbado no bar. A primeira é encabeçada por "Encouraçado Potemkim", a segunda por "Caçadores da arca perdida". E para que "Caçadores da arca perdida" tenha sequer uma mínima chance de figurar na lista 1, é preciso o camarada se debater à procura de elementos técnicos do filme que justifiquem sua posição como obra legítima. "A sagração da primavera" pode ser musicalmente arrojada e inovadora, mas eu ainda troco de boa fé toda a obra de Stravinsky por três minutos de qualquer música do Elvis Costello.&lt;br /&gt;Tenho pra mim que nenhuma música, filme ou peça de teatro preexiste sua apreciação. Em outras palavras: nenhuma música, filme ou peça é boa ou ruim antes que você a experimente. O crítico talvez seja aquele que viu primeiro, escreveu antes, e pela posição que ocupa, pela altura de sua voz ou pela aparente consistência de seus argumentos, conseguiu transmitir sua experiência para um número maior de pessoas. O que não quer dizer que ele esteja necessariamente certo, ou que a gente deva ouvi-lo como a um sábio infalível. Porque o julgamento dele foi feito a partir de referências absolutamente pessoais, aquilo que a gente chama, na falta de expressão melhor, de gosto. Você pode gostar de um filme pela razão mais prosaica: pode se identificar com a história, com o(s) personagem(ns) – que, por sua vez, podem ser tudo o que você é, gostaria de ser, ou morre de medo de se tornar – ou simplesmente (e isso já é bastante coisa) porque o diretor se mostrou hábil o suficiente para escalar uma boa música pra tocar durante os créditos finais. Na maior parte das vezes, aliás, você nem é capaz de articular em palavras e justificar logicamente a sua opinião, e ainda assim parece ser obrigado a fazer isso pra legitimar os seus argumentos. "Gostei, pronto, acabou" é visto como sinal de arrogância ou intransigência. Legal é escrever uma crítica de cinco páginas citando André Bazin e o cacete para tornar seu discurso válido. Você até pode conseguir elencar uma quantidade razoável de elementos técnicos, mas até o fato de você selecionar este ou aquele elemento no fundo estará apenas denunciando o seu gosto, o seu enquadramento, a sua maneira de enxergar as coisas, e o mundo, de forma geral.&lt;br /&gt;É curioso que, sob determinadas condições de temperatura e pressão, ser absolutamente pessoal e "autoral" é visto como uma dádiva. Sob outras tantas, é sinônimo de ter os horizontes limitados ou ser pretensioso. A fronteira que separa a reinvenção do oportunismo é tênue como poucas, então você pode ser tachado de repetitivo por gravar sempre o mesmo disco, mas é só ensaiar uma mudança de estilo para que essas mesmas pessoas venham dizer como você se traiu. Para uns, o Woody Allen é um picareta metido a intelectual que faz o mesmo filme desde a década de 60; para outros, é um gênio que soube manter a coerência mesmo com o passar dos anos. Diante desse impasse, como determinar quem está com a razão? Como provar que o crítico que argumenta a favor de (A) tem mais razão do que o que argumenta a favor de (B), e que os critérios deste são menos influenciados por fatores subjetivos e pessoais do que os critérios daquele?&lt;br /&gt;Agora fiquei pensando até que ponto não escrevi essas linhas aí de cima como forma de também tentar justificar e legitimar as minhas opiniões, quer dizer, cometendo o mesmo erro que tentei, em vão, diagnosticar e combater. Se eu disser que a minha intenção não foi essa, alguém vai acreditar? Provavelmente não, eu sei. Mas o fato é que só escrevi o que escrevi porque pretendo deixar evidentes quais serão as regras do jogo aqui. Tudo o que eu quero é transmitir uma experiência, que pode ser equivocada pra uns, exagerada pra outros e plausível pra outros tantos, mas que ainda assim, é a minha experiência.&lt;br /&gt;No próximo post, falo sobre "Elizabethtown". &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14434871-113193133775805270?l=napoleaodinamite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napoleaodinamite.blogspot.com/feeds/113193133775805270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14434871&amp;postID=113193133775805270&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14434871/posts/default/113193133775805270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14434871/posts/default/113193133775805270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napoleaodinamite.blogspot.com/2005/11/digam-o-que-quiserem-ou-preldio-para.html' title='&quot;Digam o que quiserem&quot; ou &quot;Prelúdio para a transmissão de uma experiência&quot;'/><author><name>Napoleão Dinamite</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10600365065927512706</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14434871.post-113130409572281045</id><published>2005-11-06T17:06:00.000-02:00</published><updated>2005-11-06T17:08:15.723-02:00</updated><title type='text'>Napoleão Dinamite avisa!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;... a todos os amnésicos, distraídos, atribulados, que moram perto ou longe, vivos ou mortos e que gostem de ornitorrincos...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Faltam pouco mais de dois dias pra festa da revista Laboratório Pop, para a qual todos foram devidamente convidados mediante o singelo spam que invadiu vossas caixas de mensagem na semana passada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venho por meio deste spam bem menos singelo recordar-vos da proximidade da festa, que contará com a presença de seis bandas (seis bandas!) e mais os tocadores-de-disco Napoleão Dinamite e D'Moreaux (da Hang the DJ) atormentando vossos ouvidos nos intervalos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mais uma informação que não constava na outra mensagem: o Teatro Odisséia abre às 21 horas, que é quando o Senhor Dinamite começa a tocar. Portanto, é de bom tom chegar cedo e não perder nenhuma música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Promoção-estúpida de última hora: quem tiver visto "Tudo acontece em Elizabethtown", o novo filme do Cameron Crowe que estreou na sexta-feira passada, e levar o ingresso pra comprovar que viu mesmo, vai poder escolher uma música na hora, a ser executada pelo Senhor Dinamite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para maiores informações, acesse&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://napoleaodinamite.blogspot.com"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;http://napoleaodinamite.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;E é só.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14434871-113130409572281045?l=napoleaodinamite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napoleaodinamite.blogspot.com/feeds/113130409572281045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14434871&amp;postID=113130409572281045&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14434871/posts/default/113130409572281045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14434871/posts/default/113130409572281045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napoleaodinamite.blogspot.com/2005/11/napoleo-dinamite-avisa.html' title='Napoleão Dinamite avisa!'/><author><name>Napoleão Dinamite</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10600365065927512706</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14434871.post-113080377679204349</id><published>2005-10-31T22:03:00.000-02:00</published><updated>2005-10-31T22:09:36.810-02:00</updated><title type='text'>Napoleão Dinamite na festa da revista Laboratório Pop?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;É, é isso mesmo, você não leu errado...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Napoleão Dinamite, o tocador-de-discos, fará seu retorno triunfal ao mundo das carapetas após seu eletrizante e inesquecível début testemunhado por meia-dúzia de fiéis privilegiados. Se você perdeu e quer se redimir, se foi insano o suficiente para ir da primeira vez e é insano o suficiente para querer ver de novo, ou simplesmente se você quer perder algumas preciosas horas da sua vida ao som dos três-acordes-que-salvaram-o-mundo, tome nota:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quando? :: 8.nov.2005 (terça-feira que vem!) :: Por quê? :: Festa da Revista Laboratório Pop Onde? :: Teatro Odisséia (R. Mem de Sá, 66 - Lapa) Quanto isso vai me custar? :: Ingressos a R$ 15, 12 (com flyer do Odisséia) e 10 na lista amiga!&lt;br /&gt;Quem mais vai estar na jogada? :: As bandas COLUMBIA (da Fernanda Marques!), Polar, Abaixo de Zero, Astronautas (PE), Crivo e Leela. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O repertório é aquele de sempre: Pixies, Placebo, Blur, Radiohead, Weezer, Oasis, Jesus &amp;amp; Mary Chain, Stone Roses, David Bowie, New York Dolls, Sex Pistols, The Jam, Buzzocks, Ramones, Gang of four, PIL, Elvis Costello, REM, Pulp, U2, Moby, Chemical Brothers... Quer mais? Deixe um scrap, um comentário no blog ou mande uma mensagem para este que vos escreve dizendo qual música você gostaria de ouvir sendo tocada. Só não vale apelar. Os conhecimentos de Napoleão Dinamite são vastos, porém limitados.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ah, sim... Quer entrar na Lista Amiga? Mande seu nome (e o de seus amigos tb!) pra fernandamarques@laboratoriopop.com.br. Coloque "LISTA COLUMBIA" no assunto, ok?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Divulguem! Divulguem!&lt;br /&gt;E tenho dito.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14434871-113080377679204349?l=napoleaodinamite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napoleaodinamite.blogspot.com/feeds/113080377679204349/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14434871&amp;postID=113080377679204349&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14434871/posts/default/113080377679204349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14434871/posts/default/113080377679204349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napoleaodinamite.blogspot.com/2005/10/napoleo-dinamite-na-festa-da-revista.html' title='Napoleão Dinamite na festa da revista Laboratório Pop?'/><author><name>Napoleão Dinamite</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10600365065927512706</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14434871.post-113054290138114054</id><published>2005-10-28T21:34:00.000-02:00</published><updated>2005-10-28T22:28:12.503-02:00</updated><title type='text'>Rise and fall</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Tão logo as luzes se apagaram, o primeiro movimento daquela canção surtira o efeito de uma corda de guitarra desencapada curto-circuitando seu músculo cardíaco. Recorrer à meia dúzia de palavras-clichês e frases de efeito para descrever o impacto daquela nota dissonante seria trair a natureza não-verbal e profundamente sensória que aquele gesto aparentemente banal transmitia. Seu corpo estremeceu, as veias do pulso pareciam querer romper-lhe a carne do braço e conduzi-lo em segurança, tal e qual o titereiro à marionete que lhe cabe, até a grade que separava a platéia do palco. Sim, uma marionete, guiada pela massa sonora que lhe adentrava os ouvidos, a cabeça e todo o resto, aquilo que os gnósticos, na falta de expressão melhor, acharam por bem chamar de alma.&lt;br /&gt;Nessas horas, ele fechava os olhos e se deixava levar pelo som, alheio à multidão que se espremia, se debatia, enlouquecida e delirante, no longo caminho que o separava da grade. Era uma sensação radicalmente distinta da experiência de se estar no meio da massa frenética, quando seus pés subitamente se descolam do chão, seu corpo ergue-se alguns centímetros acima do piso, e ele tinha a impressão de estar mergulhado num oceano revolto, sendo arremessado para todos os lados, menos na direção da praia, onde estaria sua salvação, pela multidão furiosa que o abraçava e o empurrava adiante, sempre adiante. Agora não, agora ele tinha pleno controle de seus movimentos, ainda que tivesse os olhos fechados, as mãos coladas ao corpo, para diminuir a possibilidade de contato físico com os outros corpos. Sua única referência era o som da guitarra vindo do palco, o chamado que estabelecia um norte e determinava o caminho a ser seguido. Moisés atravessando o Mar Vermelho – metáfora óbvia para uma situação de incontestável fundo religioso. Pois se o Homem criou Deus à sua imagem e semelhança, de acordo com os dizeres do Livro Sagrado, então é natural e compreensível que se veja, nas mais variadas manifestações criativas do Homem, um sinal evidente da presença desse mesmo Deus.&lt;br /&gt;Agora a corda de guitarra desencapada, desfibrilando-lhe o coração no ritmo do one-two-three-four, confundia-se com o pulsar ritmado de suas veias, todos os órgãos operando numa mesma batida. Faltavam cerca de trinta passos até a grade. Sentia-se conectado a todas as pessoas que o rodeavam, ao mesmo tempo em que as batidas de seu coração e o fluxo constante de sangue e energia sonora criavam uma espécie de campo de força capaz de manter a distância que o isolava dos demais. No momento da comunhão eucarística, a comunidade partilha do mesmo corpo e do mesmo sangue do mesmo Cristo, mas a fruição, a catarse, a conexão, por mais que os padres advoguem o contrário, é sempre individual, estabelecendo-se entre você e o Espírito, sem intermediários e sem a participação dos outros fiéis. A comunidade nada mais é do que um meio, a centelha inicial que desperta o fervor, fornecendo o indispensável sentimento de pertencimento a uma realidade muito maior, a base necessária para se tomar impulso do fundo do lago e chegar à superfície, às alturas, mas na hora do cara-a-cara com a divindade, o mundo desaparece e você se descobre sozinho. Estar ali, a poucos metros daquele palco, era como habitar uma bolha de som, fúria e movimento, enquanto o ambiente circundante, apesar de todo o som, de toda a fúria e de todo o movimento, parecia estranhamente calmo e silencioso.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Ela havia chegado naquele local cerca de duas horas antes do início do show. Instalara-se confortavelmente junto à grade, onde acorrentara simbolicamente as duas mãos, enquanto o tempo avançava e o espaço se tornava minuto a minuto mais cheio. Decidira fechar os olhos e só tornar a abri-los quando do início da primeira canção. Com a determinação de um faquir, ignorou todas as cantadas, todas as tentativas-de-conversa, todos os comentários inócuos sobre partes (que julgava irrelevantes) de seu corpo, todas as mãos que – com a desculpa de chegarem mais perto do palco – aproveitavam para acariciá-la nessas mesmas partes irrelevantes, todas as puxadas-de-cabelo, as pisadas-de-pé, os berros lancinantes, as cervejas derramadas, os cigarros de maconha, os suores, os odores, a saliva e até mesmo o sangue que jorrava de uma rapaz que cortara o antebraço com um canivete para escrever eu te amo.&lt;br /&gt;Anos e anos ouvindo aquele mesmo disco, que durante esse tempo todo cismava em começar sempre pela mesma música, capacitaram-na a reconhecer os acordes iniciais daquela canção quando da primeira sístole do coração do guitarrista antes da execução da nota decisiva. Bastou que ele bafejasse o primeiro de muitos suspiros ao microfone para que qualquer coisa dentro dela gritasse silenciosamente "É a sua música!", ao que ela reagiu com um movimento súbito que começou na cabeça e terminou orquestrando todo o restante do corpo num frenesi descompassado, caótico e furioso. Esqueceu que estava de saias e se pôs a rodopiar suspensa no espaço, acima das cabeças da multidão e sob os olhares estupefatos do público, até retornar lentamente à terra firme, quando percebeu que nada havia mudado, exceto a dor.&lt;br /&gt;Certificou-se de que não havia pisado em nenhum fio de alta tensão abandonado às margens do palco. Ainda estava confusa, a cabeça rodando em sentido anti-horário e o corpo no sentido contrário, os olhos fundos ardendo de fumaça e lágrimas. Os pés doíam tremendamente, talvez por efeito da aterrissagem de emergência. O show já estava na quarta ou quinta música, mas ainda era aquela primeira canção, letra e melodia, que seus nervos insistiam em entoar num coro ensurdecedor. Tentou pular, mas as pernas não obedeciam. Tentou gritar, mas era como se houvesse uma corneta enfiada em sua garganta, transformando o grito mais desesperado em um assobio estridente porém inaudível. Quis chorar, mas já estava chorando. Olhou para o palco e teve a impressão de que o guitarrista devolvera-lhe o olhar, como se dissesse... Resolveu cerrar os olhos mais uma vez, feito criança que tem medo do escuro e cobre o rosto com o lençol para espantar os monstros, não sem antes refletir brevemente sobre a singularidade dessa filosofia infantil, segundo a qual é a escuridão absoluta, e não a luz, que afasta a ameaça invisível. Agarrou-se novamente à grade, dessa vez com o triplo da força, até que os braços, eles também, começaram a ficar dormentes. Entregue única e totalmente à música, sem outra alternativa que não o abandono, soltou-se da grade e pôs-se a balançar o corpo, da direita pra esquerda e da esquerda pra direita, ainda no ritmo da primeira canção, de olhos fechados, sempre fechados.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Assim ela permaneceu até o segundo bis da noite, quando finalmente abriu os olhos e teve a súbita impressão de que estava nua. Perdeu o equilíbrio, buscou a grade mas não encontrou onde apoiar as mãos, posto que o lugar anteriormente ocupado por ela, aquele mesmo lugar batalhado a duras penas e conquistado após duas horas de espera e sete horas de expectativa, havia sido surrupiado por um camarada que, não bastasse o estilo deplorável de seu conjunto calça-jeans-camiseta-branca, ainda era alto demais e tapava-lhe a visão. Tentou cutucar-lhe o ombro, mas o sujeito estava tão absorvido pela música que nem a invasão de uma tropa de choque armada de baionetas afiadas seria capaz de distraí-lo. Novamente, a tonteira. Estendeu as mãos para se apoiar na grade que não estava lá e, sem escolha, avançou na direção dele, que se virou a tempo de ampará-la, tamanho o susto e a surpresa, duas reações radicalmente diferentes.&lt;br /&gt;- Você tá bem?&lt;br /&gt;Ela nada respondeu. Apenas encarou-o com aqueles olhos negros fundos, brilhantes, a boca seca mal conseguindo articular duas palavras.&lt;br /&gt;- Você tá sozinha?&lt;br /&gt;Silêncio. Ele olhou pra ela, o rosto todo pedindo qualquer tipo de ajuda, olhou para o palco, a repetição insistente de um verso que dizia i want you, pôs o braço direito em torno da cintura dela, jogando o braço esquerdo dela por cima de seu ombro, de forma um tanto brusca, e começou a arrastá-la na direção da saída. I want you. A multidão parecia indiferente ao esforço dele em retirá-la dali o quanto antes. I want you. Nunca pedidos de desculpa e dá-licença foram tão inúteis. I want you. Cada vez mais distante, cada vez mais lembrança. E ela parecia prestes a desmaiar.&lt;br /&gt;Com dificuldade, conseguiu conduzi-la até o posto médico. Havia uma fila considerável de pessoas que vomitavam nos próprios sapatos e depois se desmanchavam em desculpas ao perceber que o próprio sapato em que haviam vomitado era o sapato da pessoa de trás, esta sim, vomitando no que lhe era de direito.&lt;br /&gt;- O que você tá sentindo? Tontura? Dor? Tá sentindo alguma dor?&lt;br /&gt;Ouviu uma explosão de aplausos e gritos entusiasmados vindos do palco. O show havia chegado ao fim.&lt;br /&gt;- Como você se chama?&lt;br /&gt;Então ela se desvencilhou do abraço dele e entrou em transe novamente, novamente de olhos fechados e balançando o corpo, ao som daquela velha melodia imaginária.&lt;br /&gt;- Você tá bêbada, é isso? Tudo bem se estiver. Só me diz o que você está sentindo. Me diz pelo menos o teu nome.&lt;br /&gt;Alguma coisa no jeito dela dançar na escuridão deixava-o estranhamente perturbado. Ficou estacionado observando-a por alguns minutos, amparando-a em segredo, tocando seu rosto, ainda que estivesse a alguns centímetros da distância mínima segundo a qual tal gesto seria permitido.&lt;br /&gt;- Próximo.&lt;br /&gt;A fila andara e nenhum dos dois dera conta.&lt;br /&gt;- Próximo.&lt;br /&gt;A enfermeira saltou da ambulância, conduziu-a até o interior do posto de atendimento médico e trancou a porta. Ele permaneceu do lado de fora, constrangido sob os olhares inquisidores do motorista da ambulância, enrolando a ponta da camisa com os dedos e sentindo-se estranhamente angustiado com aquela demora. Mais de uma vez teve o impulso de entreabrir a porta da ambulância e perguntar o que diabos estava acontecendo, mas nessas horas preferia se afastar, caminhar até o outro lado da rua, cantarolar mentalmente alguma das canções do show e só então voltar pra perto da ambulância.&lt;br /&gt;Fechava os olhos e continuava a vê-la dançando.&lt;br /&gt;A porta da ambulância se abriu num estalo. A enfermeira cochichou qualquer coisa com o motorista, que prontamente subiu e ligou o veículo. A corda de guitarra desencapada voltou a vibrar, ordenando as veias do braço a emitirem pulsões de sangue que o impulsionassem até a ambulância, quando seu olhar e o olhar da estranha se cruzaram novamente. Tal e qual um cego, caminhando a passos indecisos, ele chegou até o veículo, que ainda estava de portas abertas.&lt;br /&gt;- Tudo bem com você?&lt;br /&gt;- Tudo.&lt;br /&gt;Foi a única palavra que ouviu dela durante toda a noite.&lt;br /&gt;- Ela tem que ser removida até o hospital mais próximo. Ela sofreu uma lesãozinha no tornozelo, agora não está doendo, mas quando esfriar vai começar a incomodar.&lt;br /&gt;Uma pausa, e a pergunta decisiva.&lt;br /&gt;- Você está com ela?&lt;br /&gt;O silêncio dele durou cinco segundos e três horas, intervalo de tempo durante o qual ela permaneceu encarando-o com os mesmos olhos negros, fundos e brilhantes da outra ocasião, só que dessa vez parecendo exigir uma resposta.&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;E um complemento.&lt;br /&gt;- Eu só trouxe ela até aqui.&lt;br /&gt;Um ok insípido da parte da enfermeira, seguido de uma porta fechada.&lt;br /&gt;O veículo manobrou, embicando na direção da saída, em questão de segundos ele estava sozinho de novo, no lugar anteriormente ocupado pela ambulância. Voltou caminhando até o local do show, agora entregue ao pessoal da limpeza e aos fãs mais insistentes, ainda amontoados na saída dos camarins à espera de um aceno tardio. Só então, em meio a todo aquele silêncio, pôde sentir a corda de guitarra sendo arrancada de seu peito. A última fagulha provocada pela remoção da corrente elétrica emitiu uma pequena explosão que, além de alguns décimos de segundo de energia luminosa, muitos juram ter produzido um ruído, um sibilar, um grito surdo, muito semelhante a um sim.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14434871-113054290138114054?l=napoleaodinamite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://napoleaodinamite.blogspot.com/feeds/113054290138114054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14434871&amp;postID=113054290138114054&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14434871/posts/default/113054290138114054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14434871/posts/default/113054290138114054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://napoleaodinamite.blogspot.com/2005/10/rise-and-fall.html' title='Rise and fall'/><author><name>Napoleão Dinamite</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10600365065927512706</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14434871.post-112768974532130372</id><published>2005-09-25T20:03:00.000-03:00</published><updated>2005-09-25T20:11:50.973-03:00</updated><title type='text'>Napoleão Dinamite apresenta...</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1546/532/1600/Bzarrice-cartaz1%20c??pia.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; 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